Muy amigo.
Advogado é bicho safado. Por mais que você conte piadas a respeito do estereótipo do Advogado, você acaba descobrindo, um dia, que aquilo na verdade é o livro de cabeceira de todo advogado.
Mas eu não lhes digo isso por dizer. E quem desejar entender só precisa dar um pulinho na sede do TR da sua cidade para observar o circo dos horrores. É incrível como uma pessoa que tem, na sua profissão, a regra de "sempre passar por cima de alguém" consegue viver com a consciência limpa, exibindo um sorriso quase de deboche para com as outras pessoas.
É interessante observar o comportamento dos advogados quando presentes ao lado de pessoas comuns e de outros advogados. Quando um advogado trata com uma pessoa é visível a idéia dele de que é superior intelectualmente, até mesmo referente à própria pessoa que ele devia defender. E o pior disso é que, de fato, o advogado pode, há qualquer momento, passar a perna no seu cliente e ganhar uma grana "por fora". Meu pai já sofreu com isso, e estou certo de que ele é apenas um número nas muitas estatísticas de clientes insatisfeitos com os serviços de seus advogados.
Mas o circo pega fogo mesmo é quando um advogado precisa enfrentar outro advogado. É simplesmente impressionante a forma como eles duelam para ficar "por cima". É uma disputa visível sobre as leis, as condições do caso e etc. Mas, além da disputa técnica existe a disputa política, que é gritante. Um bom advogado precisa de duas coisas: contatos e cara-de-pau. Um advogado pode conseguir uma ação graças à ajuda de um companheiro de profissão e, dias depois, poderá enfrentar a mesma pessoa em outro julgamento. Isso significa, em termos simples, que um advogado não tem amigos, mas sim "comparças". E isso depende muito das circunstâncias, pois o advogado pode ou não achar necessário o contato com outro profissional.
Já notou que, em nenhum momento eu falei sobre o cliente? Bem, meus amigos, o fato é que para o advogado o que menos importa é o cliente. Clientes são como garrotes: cuida-se bem deles para que, mais tarde, seja feito o abate. E esse abate chama-se divisão do apurado. O cliente ganha a causa, mas depois ele tem de repartir o valor da causa com a Receita Federal e com o seu advogado. Mas o fato é que, segundo a lei, quem tem o poder de movimentar ou não o dinheiro da causa legalmente é o próprio advogado. Com isso é comum que advogados desonestos se aproveitem dessa vantagem. Claro, existem dispositivos legais que impedem esse tipo de atitude, mas ainda assim quem fica com a faca e o queijo na mão é o advogado contratado, e não o cliente.
1 Comentários:
Consegui entrar, camarada =p
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